Bem, primeiramente, quero expressar minha enorme felicidade, pois finalmente estou livre de qualquer tipo de compromisso por um bom tempo, e pra felicidade sua que está lendo, poderei atualizar este blog com mais freqüência. Sim, pedi demissão, acabei o 3° ano... Na verdade, a última sexta-feira foi maravilhosa: eu estava voltando do meu último dia no emprego, muito feliz por me livrar daquela coisa estressante - embora remunerada - e passei no colégio para ver como tinha ido na primeira etapa das recuperações anuais. Então, uma alegria enorme me subiu pelo esôfago quando vi que estava eu aprovado! Mandei uma mensagem pra várias pessoas, sendo que uma delas (Rafael, tu é o cara!) me respondeu dizendo: "Sim, e tu passou no vestibular também, como nós! Parabéns!". Cara, foi muita alegria!
É, uma nova etapa surge agora... Acho que vou me dar bem, e muito feliz com o curso de Licenciatura em Filosofia em que fui aprovado na Unisinos.
Bem, estava lendo algumas coisas sobre livre-arbítrio por aí, e resolvi postar alguma coisa declarando meu ponto de vista (que egocentrismo):
É possível ver que certas ações do nosso corpo são involuntárias, obviamente. Instintos sexuais, dependências físicas, são exemplos de atos digamos externos que não controlamos (me refiro a externo tendo como o conceito de interno as funções digestivas, nervosas, etc.).
Porém, existem aqueles atos conscientes, voluntários. (Eu acho que deveria ter postado algo sobre o conceito de consciência anteriormente. Farei no próximo.)
Agora: como definir um ato consciente? Apelando pra filosofia espacial (se esta existe), nossos atos são distintos à ação do universo como um todo?
Explicar-me-ei:
Digamos que eu tenha diante de mim uma simples fruta. Existem vários atos "conscientes" que eu posso realizar com essa fruta, mas seja ele qual for, será irreversível, único. Explorando mais o pensamento: eu posso comer esta fruta, posso não comê-la. Seria primeiramente um ato voluntário, consciente. Se eu resolver comer naquele momento, não poderei mais não comê-la. Onde quero chegar: qualquer ato realizado no conceito de livre-arbítrio, de qualquer forma, é irreversível. O livre-arbítrio nos dá várias opções, no entanto, só escolhemos uma. (Obviamente, poderia eu comer a fruta após ter decidido não comer, mas no instante em que eu não comi, não pude mais comer.)
Então, será que foi mesmo livre? De qualquer forma, acabamos só escolhendo uma ação. Será que esta já não nos estava designada? Podemos ter a consciência de poder escolher, mas como só escolhemos uma, então é possível que esta não tenha sido feita por vontade própria, mesmo que tenhamos pensado de forma contrária.
Agora, voltando à "filosofia espacial": o universo é como um grande ciclo (vou me lembrar de escrever sobre isto também). Então, será que nossas escolhas estão alheias a este ciclo? Ou será que todas as nossas ações são involuntárias, alheias apenas à nossa consciência, e pré-determinadas pelo existir do Universo?
O conceito de livre-arbítrio é vulnerável.
Perdoem-me o momento insano, mas de certa forma, haveria uma maneira de provarmos a existência do livre-arbítrio: voltarmos no tempo. Sim. Se pudéssemos voltar no tempo, poderíamos tirar de duas opções duas escolhas, e assim, ao menos uma delas seria alheia ao ciclo universal. Se bem que assim, conforme um certo filme, criaríamos um universo alternativo, um seguindo o caminho da primeira escolha, e outro seguindo o da segunda. O tempo é muito paradoxal, e acho que esse pensamento não levará a lugar algum.
Para nós, humanos habitadores do universo (eu sei que o certo seria "habitantes", mas a primeira cria certa influência forte na frase), o livre-arbítrio é real, pois nossa consciência assim o considera, por podermos escolher a maioria de nossas ações. Porém, somos parte de um grande ciclo chamado Universo, e não sabemos qual a nossa ligação exata a ele, nem a de nossas ações mais simples. Nós escolhemos o que fazer, mas esta escolha influencia de certa forma em todo o ciclo, portanto, é possível conceber que nossas escolhas são pré-efetuadas pelo Universo, do qual somos parte. Então, se somos nós ou o Universo, pouco difere, pois somos todos um só. (Viu o ciclo?)
Às vezes eu até queria, mas não sou o dono da verdade. Utiliza o teu livre-arbítrio e comenta. Juntos, pensamos melhor.