Infinitude II
Volto ao assunto tamanho do universo, numa espécie de fusão de idéias escritas anteriormente, que mostra agora um ponto de vista diferente e, de certa forma, conclusivo.
O Universo é infinito.
Sim, compreendo que tu questione tanta convicção nesta afirmação, porém, esta se dá por uma associação de fatos, concepções, conceitos e conclusões adquiridos:
O Universo não pode acabar em lugar algum, pois a condição para tal seria que algo delimitasse este espaço. No momento em que existe algo delimitando o Universo, o lado de lá da fronteira seria algo diferente dele. E o que é diferente do espaço? (Eis, pois, a relação entre os significados de espaço) O nada. E o nada, mais uma vez, é isento de qualquer capacidade, inclusive a de delimitar algo (pois se delimitasse, seria algo com a capacidade de delimitar, e perderia sua condição de nada). O nada não existe, portanto não pode dividir espaço com o Universo.
Estou de pleno acordo com a possibilidade de não haver matéria suficiente para preencher o espaço infinito, por isso, usa-se novamente o termo vácuo, o espaço com ausência de matéria (como já visto, diferente de nada).
Outras dimensões?
Isto não interfere na infinitude do Universo, embora eu não acredite nelas de qualquer forma.
Fui breve, sim. Acho que tal conclusão não exige mais delongas.
Comenta, peço-te.


6 Comments:
Complicado. Já pensei na idéia de que existe uma barreira que delimita o seu fim... Tem também uma teoria que diz que se você andar, andar e andar em linha reta, chegará uma hora em que voltará ao mesmo ponto - uma espécie de ilusão de ótica (me fez até lembrar de uma certa fase do Sonic). Será que é infinito? Hum, a gente conversa mais sobre esse assunto, isso pode me ajudar a formar uma opinião. Abraços!
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André (Dé), at 6:42 pm
Finalmente conseguiste explicar uma idéia tua de maneira breve e direta. Continua assim! ;)
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Rafael T. Raymundo, at 12:40 pm
É que as idéias que serviram de base para tal são longas, portanto não foi tão breve assim, isso foi mais uma conclusão. É difícil falar sobre esses assuntos rapidamente. A exemplo do "nada", eu não precisei explicar todo o seu conceito de novo, por isso, não ocupou espaço, embora o post sobre ele ter sido bastante grande.
Mas vou me empenhar em ser mais claro e objetivo.
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Ramon F. Wagner, at 1:52 pm
Só não podemos nos esquecer de que um texto muito direto acaba tirando o espaço dos comentários e das "viagens". E estes, em muitos casos, dão um brilho especial ao texto.
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André (Dé), at 2:16 am
Com toda a certeza.
Eu sou a favor de posts grandes, mas não enrolados.
Na verdade, acho que eles devem ser relativos ao tamanho da idéia.
Como diria minha tia, "não adianta querer colocar Porto Alegre dentro de Igrejinha".
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Ramon F. Wagner, at 12:41 am
Oie!! Lembra de mim? Diana...tua ex colega de curso e da pesquisa com o adriano....
Bom, acjei esse teu blog e adorei o texto q li.... principalmente por eu ter feito um totalmente o contrário deste aqui (!) para a aula de filosofia da natureza com o inácio....
Pra mim, o 'nosso' universo é finito.... ;)
Se quiser te mando por email mneu trabalho uma hora dessas!!
parabéns pelo texto!!!
beijão
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Anonymous, at 12:57 am
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