Filosofia de Vida - e Morte

Monday, August 23, 2004

Infinitude I

Muitas vezes eu olho pro céu.
Vejo estrelas... Lua... Aquele imenso manto azul...
O Universo parece não ter fim...
Será mesmo?
Certamente é enorme, mas infinito é um termo muito forte. Como dizer com certeza o tamanho do Universo? Ele pode ser simplesmente do tamanho que o vemos a olho nu, um simples campo demarcado e limitado. Certas teorias afirmam que ele é cíclico. Se fôssemos numa linha reta em direção ao céu, acabaríamos por dar a volta em sabe-se lá o que, e sairíamos do outro lado, voltando à posição original. Ou vai ver que ele é infinito mesmo...
Ainda estou em dúvida se acredito que existem mesmo outros planetas. (...)
Não há prova concreta em toda a face da Terra de que existam outros planetas, ou de que até mesmo a Lua seja algo "tocável". Não me diga que o tal do Apollo esteve lá, porque aquelas montagens até eu faria melhor!
E se realmente o céu for apenas um pano esticado sobre nossas cabeças? Os antigos tinham muita sabedoria, por que não estariam certos nessa afirmação?
Acho que nunca algo irá me convencer do que existe, do que não existe, do que é ou não infinito. O mundo é simplesmente um amontoado de incertezas. Totalmente questionável e contraditório.
Acho que só me resta viver e aceitar o mundo como está.
Mas isso seria anti-filosófico! Não! Não posso me entregar ao ócio de não pensar no mundo como algo questionável!
A vida não responde minhas perguntas, tenho que buscar as respostas por mim mesmo.
Isso sim, é um belo conceito de infinitude. A busca do saber.
O ser humano perde seu conceito de sapiens ao se entregar às incertezas da vida.
Resista. Pense. Filosofe. Questione.

Thursday, August 12, 2004

Linha do tempo - o início

Há algum tempo eu tenho uma certeza na minha vida: o mundo não pode ter surgido do nada.
Simples! O que é o nada?
O nada em si é a total ausência de qualquer forma de "ser". O nada não é, porque no momento em que algo tem a capacidade de ser, ela existe, e deixa de ser nada. O nada é uma ausência até mesmo da capacidade de existir.
Mas após tudo isso, vem aquela pergunta (que já me foi feita por várias pessoas) que não quer calar:
- Mas então, o que é o vácuo?
Eu respondo que vácuo é um espaço com ausência de matéria. Mesmo assim, ele é alguma coisa, é um espaço, por mais vazio que seja. O nada nem ao menos é esse espaço sem matéria. Ele não é nada!
Coisa nenhuma pode ter surgido do nada, pois o nada não tem a capacidade de gerar ou criar. Se tivesse, o nada deixaria de ser nada e se tornaria algo com a capacidade de gerar ou criar.
Assim sendo, algo sempre existiu. O quê? Ninguém sabe.
É nesse ponto que a linha do tempo nos deixa em "estado de parafuso". Pensar no algo que sempre existiu, nos faz ver que ele ali está desde o infinito. É impossível estabelecer um marco de início desse algo. Se você pensar na época mais remota possível, esse algo já existia infinitamente antes.
O tempo é um paradoxo. É uma contradição. Ao mesmo tempo em que marca o início e o fim de tudo, ele mesmo não tem início nem fim.
O tempo é algo tão obscuro quanto o próprio universo ou a vida. Não pára, não começa e não termina.
O tempo tem por si só total abstinência do seu próprio conceito.

Monday, August 09, 2004

Imortalidade?

Quem nunca se sentiu imortal?
Muitas vezes sentimos como se pudéssemos nos atirar do quinto andar de um prédio, cair, e depois continuar andando... Nunca sentiram isso?
Como não temos idéia de como seja "morrer", a morte pode, muitas vezes, nos parecer inofensiva.
Eu imagino como seria no começo dos tempos... As pessoas sem nenhuma noção do que matava e o que não matava... Imagine: um homem, no topo de um penhasco, olhava para baixo e pensava: "Bah, vou ir rolando que vai mais rápido!!", e lá ia ele, e se esborrachava no meio das pedras, chegava mais do que morto, sem saber por que cargas d'água morreu.
Mas mesmo com nosso conhecimento da morte, ainda podemos nos achar imortais.
Como encarar a morte?
Ela pode ser vista como se passássemos ao mesmo estado em que nos encontrávamos antes de nascer, ou seja, 'voltássemos a não existir' (muito estranho pensar no mundo sem nossa vida); ou talvez como se simplesmente tivéssemos conscientes de que estaríamos deitados em um caixão, e sem conseguir realizar nenhum tipo de ação; como um desmembramento do espírito em relação ao corpo, que continuaria habitando o mundo; também como uma nova vida, através de um novo nascimento, conhecida como 'reencarnação'; ou então como uma passagem para um outro estágio, que particularmente é o que eu acredito, chamado de 'ressurreição'.
Esses três últimos expressam, de certo modo, uma forma de imortalidade, e nos fazem ver a falta de sentido que a vida teria se simplesmente morrêssemos e voltássemos ao pó do qual viemos.

Sunday, August 08, 2004

Bem-vindos!

Oi!
Estamos acostumados com o termo "Filosofia de vida", mas esquecemos de pensar no significado da morte, e da influência (desculpe a antítese) que ela tem sobre nossas vidas.
Pensar na morte é normal, e é bom quando perdemos o medo de falar dela, e passamos a aceitá-la como algo natural, já que é nada menos do que nosso único destino certo. Como bom católico, acredito na vida após a morte, e creio que isto me renderá muitas discussões.
Claro, eu também prefiro pensar na vida! Mas não consigo simplesmente aceitá-la, sem questionar. Como se fosse um jarro com um líquido desconhecido. Eu não beberia simplesmente sem saber do que se trata.
A vida é uma questão a ser questionada.
Isto nada mais foi que uma rápida apresentação, começarei os verdadeiros questionamentos em breve.
Obrigado pela visita!